Vou pedir licença ao autor pra postar aqui um texto (lindo) que li ontem. Belas imagens de nossa insensata mania de ser "viajante imóvel"...
Guardo recordações de viagens
que nunca fiz. Garrafas cheias
de lembranças vazias e nomes
conhecidos, mas distantes.
Diferentes barcos a vela
que, como eu, não velejam,
mas velam por minha imaginação.
Localidades das quais não
tenho qualquer recordação,
a não ser a breve sensação
de que as toco, aqui, de longe,
quando encosto, ainda em transe,
nas bugigangas daqueles lugares.
Marcos R. B. Lima
Olá, Heli.
ResponderExcluirObrigado pelo elogio! Aproveito para explicar um pouco mais sobre o termo 'viajante imóvel'. A expressão original é 'viajero inmóvil', em espanhol, e, segundo o estudioso Volodia Teitelboim, era usado por Pablo Neruda para definir a sua própria condição.
Neruda usava este termo porque por mais que saísse do Chile em suas muitas viagens, nunca se desligava realmente de sua terra natal.
Inverti o sentido no meu caso: sou um 'viajante imóvel' porque não saio do lugar, mas faço muitas viagens imaginárias.
Abraços!
Também sou uma viajante imóvel. E melhor do que fazer viagens imaginárias (a lugares ou a situações), só mesmo fazê-las de fato!!!
ResponderExcluirMuito obrigada pela visita ao meu humilde espacinho.
Abraço