Oh, dia das minhas dores!...
Vi um sol envergonhado, escondido entre nuvens encabuladas, depois de uma noite de traidor descanso.
Vi por derradeira vez minha mãe, depositada em fria lâmina de recinto escuro.
Sozinha.
Abandonada por mim na sua hora mais agoniosa.
- Perdão que nunca me darei.
Oh, dia de minhas lágrimas!...
Inundação dos meus jardins.
Correntezas que levaram o brilho, a cor, o sentido.
Cinco primaveras sem flor.
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