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domingo, outubro 4

Ônus

Ninguém sabia que o menino acordara de sonhos intranquilos e saíra a ermo desejando que o vento da manhã de sol levasse consigo os resquícios de inquietude da noite mal vivida;
Ninguém soube que o menino derramara lágrimas quando o calendário o fez recordar de momentos dolorosos;
Ninguém desconfia que o menino até hoje se culpa por atitudes não tomadas quando a vida lhe doeu mais intensamente;
Ninguém sentiu as dores do menino.
Todos o apontaram quando ele não soube ser sorridente e amável como sempre fora.

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