Ai, essa vida...
A vida apronta cada uma viu!!! Muito de repente acontecem tantas coisas, tudo muda de lugar, de forma, de sentido... De repente você se sente como se tivesse levado um forte empurrão e, cambaleando, caiu num cenário totalmente estranho onde tudo já está armado e um público, atento, esperando a sua atuação. Você se sente perdido, desconfortável, com medo, muito medo, mas não dá tempo pra pensar. A situação exige de você ATITUDES.
De repente você se vê fazendo coisas que nunca imaginou ser capaz; vendo, ouvindo, respirando, vivendo momentos que... nossa... você tem certeza que não é você; aquela pessoa do momento do empurrão.
A vida faz cada uma... Mas li um dia desses uma coisa que me confortou:
"O sofrimento é o intervalo entre duas felicidades".
Quero acreditar que estou no intervalo.
Estou esperando as felicidades...
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domingo, agosto 29
quarta-feira, agosto 25
Pés Cansados
Pés cansados, corpo cansado, cabeça cansada... Convido você a concentrar-se nos dois primeiros versos desta letra, a princípio. Depois, pode sentir toda ela. Como me dizem neste momento estes versos...
Fiz mais do que posso
Vi mais do que agüento
E a areia dos meus olhos é a mesma
Que acolheu minhas pegadas
Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.
Eu lutei contra tudo
Eu fugi do que era seguro
Descobri que é possível viver só
Mas num mundo sem verdade.
Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.
Sem medo de te pertencer.
Voltam pra você.
Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.
Meus pés cansados de lutar
Meus pés cansados de fugir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.
Composição: Sandy Leah / Lucas Lima
Fiz mais do que posso
Vi mais do que agüento
E a areia dos meus olhos é a mesma
Que acolheu minhas pegadas
Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.
Eu lutei contra tudo
Eu fugi do que era seguro
Descobri que é possível viver só
Mas num mundo sem verdade.
Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.
Sem medo de te pertencer.
Voltam pra você.
Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.
Meus pés cansados de lutar
Meus pés cansados de fugir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.
Composição: Sandy Leah / Lucas Lima
terça-feira, agosto 10
Autorretrato
Quando eu estava no sexto semestre da graduação a professora de Língua Portuguesa VI sugeriu, como atividade avaliativa, que escrevessemos o nosso autorretrato. Pensei, pensei, pensei de novo e escrevi este texto. Queria ser o mais sincera possível. Acho que consegui!!!
Que sei de mim
que possa expor
à opinião?
Sou tão "em mim"
nem sei se sei
me definir
Além do mais
falar assim
não é legal!
Quem escutar
pode julgar
desnatural...
Dentro de mim
tem um baú
enorme assim!
Lá moram as fadas,
os magos, príncipes
e querubins
Quisera fosse
essa morada
só de primores!
Também tem bruxas,
fantasmas, sapos
mundo de horrores!
Me aterrorizam
enchem de medos,
dúvidas, dores;
pisam minhas flores
tolhem meus galhos
páram meus passos
prendem meu grito
vendam meus olhos
me embaraçam.
Sou labirinto
ás vezes me perco
dentro de mim
"Ses" e "talvezes"
marcam minha estrada
traçam meu fim.
mas não aceito
quem se proponha
me governar
no meu caminho
música e pedra
sempre hei de achar
Conselhos ouço
insultos rasgo
abraço peço
o que não quero,
sei direitinho!
mas o que quero,
é nuvem...
mistério...!
Que sei de mim
que possa expor
à opinião?
Sou tão "em mim"
nem sei se sei
me definir
Além do mais
falar assim
não é legal!
Quem escutar
pode julgar
desnatural...
Dentro de mim
tem um baú
enorme assim!
Lá moram as fadas,
os magos, príncipes
e querubins
Quisera fosse
essa morada
só de primores!
Também tem bruxas,
fantasmas, sapos
mundo de horrores!
Me aterrorizam
enchem de medos,
dúvidas, dores;
pisam minhas flores
tolhem meus galhos
páram meus passos
prendem meu grito
vendam meus olhos
me embaraçam.
Sou labirinto
ás vezes me perco
dentro de mim
"Ses" e "talvezes"
marcam minha estrada
traçam meu fim.
mas não aceito
quem se proponha
me governar
no meu caminho
música e pedra
sempre hei de achar
Conselhos ouço
insultos rasgo
abraço peço
o que não quero,
sei direitinho!
mas o que quero,
é nuvem...
mistério...!
domingo, agosto 8
Canção
Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.
Cecília Meireles
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.
Cecília Meireles
Memória
Esse poeminha de Drummond pra recordar coisas passadas... Muito bom!!!
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.
Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.
Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade
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