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segunda-feira, janeiro 24

De um instante de ausências

... Não encontrei nada pronto que pudesse postar agora, mas sinto uma enorme vontade de me dizer. Sinto uma mistura de coisas, uma efusão de sentimentos, uma multidão de palavras a dançar, brincar, lutar, explodir...Vontade de falar sem reticências para amenizar as angústias das interrogações. Escrever para tentar entender a razão de tantos apesares, de tantos ses e talvezes, de tantos quereres; Escrever para tentar elucidar a estranha natureza do bicho homem, a estranha essência do ser gente. Escrever para me dizer, aliviar as sofrências dos exacerbados anseios eternos... inacabáveis... insaciáveis...
Viver é magnífico!
Viver é muito difícil.

Viver é morrer sem respostas... E amar (verbo de ligação) é a única resposta.

domingo, janeiro 23

Das coisas que me dizem

Essa postagem é especial. Na semana passada tive o privilégio de ter sido presenteada com a dedicatória de um poema. Fiquei deslumbrada. Quem ainda não ouviu vai ouvir muito ainda falar de Elis Angela, poeta e contista feirense. Amiga da graduação. Enveredou pela literatura. Caminho bonito... Não me faltando vida e oportunidade estarei eu algum dia, quem sabe, arriscando-me a trilhar essas rotas também. Pois dedicou-me ela esses versos, sob o título deste humilde blog. Muito grata!!!

Para Helitânia


O infinito do mar, do céu, dos campos verdejantes.
O infinito do homem, prisioneiro em suas ideias (in) finitas.
A sonata.
A história mal contada em livro para ser esquecido.
O filósofo que, sem saber o que é filosofar,
ensina-nos como gozar a vida.
E a formiga silente que mordeu o meu dedão.
(viver é doer constantemente)

Elis Ângela F. Ferreira Santos

quarta-feira, janeiro 5

Caçador de mim

Primeira postagem de 2011! Que seja um ano de muita luz!!!
Com essa postagem quero expressar um dos meus mais fortes sentimentos no limiar deste novo ano. Viver é muito perigoso, já dizia Guimarães Rosa. Chego à conclusão de que há uma só solução: viver. A despeito de todas as reflexões, viver. Que em 2011eu adie menos...


Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim

Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim

Luís Carlos Sá e Sérgio Magrão