Mãe... Hoje acordei com a sua voz na minha memória...sua voz doce, seu rosto sereno me olhando e me dizendo... "Vá, minha filha!".... Era assim que você dizia quando queria me incentivar a algo... E que vontade eu tive de tirar essa cena do espaço restrito e impalpável da memória..
Eu olhei os arredores, esquadrinhei todos os lados dessa lembrança tentando encontrar uma saída para o plano do real, mas...
Eu estou ainda tentando entender como serão todos os meus dias sem você, minha mãe. Ainda estou me perguntando por que você teve que ir assim tão logo, tão rapidamente... Nós tínhamos tantos planos... A vida foi muito injusta com você!... não era pra ser assim... Eu não aceito!!!
Perdão, Deus, se isso for pecado. Me ajude a entender por que foi dessa forma! Eu sei que tenho que seguir...mas eu não tenho forças!... Eu não tenho forças!...
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domingo, novembro 23
quinta-feira, novembro 20
Vontade não me falta, mas sou tão analfabeta em tecnologias que nem sei organizar um blog!
Ando sufocada com um grito, um gemido que vem do mais profundo da alma; parece que passa pelas artérias e me toma por completo. Um grito de dor, de revolta, de súplica, de desencantamento que... se ao menos eu fosse capaz de vertê-lo em palavras! se eu tivesse a fortuna dos que sabem dizer-se, livrando-se, ainda que temporariamente, dos seus tormentos... Mas eu também não sirvo pra isso. Não sei fazer nada! Faço tudo errado! Não sei pra quê me serve a vida...
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