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segunda-feira, setembro 20

Coisas bonitas

De repente senti uma necessidade de coisas bonitas... Busquei na net e pesquei o texto abaixo. (Tinha uma música instrumental que fazia fundo, pena que não pude trazê-la também). Supriu, temporariamente, minha carência de beleza...

Bonitas são as coisas vindas do interior, as palavras simples, sinceras e significativas.

Bonito é o sorriso que vem de dentro, o brilho dos olhos...

Bonito é o dia de sol depois da noite chuvosa

ou as noites enluaradas de verão em que todos saem de casa.

Bonito é procurar estrelas no céu e dar de presente

ao amigo, amiga, namorado...

Bonito é achar a poesia do vento, das flores e das crianças.

Bonito é chorar quando sentir vontade

e deixar que as lágrimas rolem sem vergonha ou medo de crítica.

Bonito é gostar da vida e viver do sonho.

Bonito é ser realista sem ser cruel, é acreditar na beleza de todas as coisas.

Bonito é a gente continuar sendo gente

em qualquer situação, mesmo nos momentos de dificuldade.

Bonito é você ser você,do jeito que você é, sem máscaras,

sem falsidades, sem falcatruas,com transparência e,

principalmente, com muita bondade e honestidade.

quinta-feira, setembro 16

Sol de primavera

Eh... setembro chegou e eu quase que nem me dei conta. Tenho cá meus motivos para, convenhamos. Deve ser porque estou ainda esperando a boa nova andar nos campos...

Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou juntos outra vez
Já sonhamos juntos semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar
Já choramos muito, muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar uma nova canção que venha nos trazer
Sol de primavera abre as janelas do meu peito
a lição sabemos de cor
só nos resta aprender...
Não há mistérios:
se as coisas vão bem, a vida é bela; se não, pra que ter nascido?
se os planos vão dando certo, viver é a coisa mais maravilhosa do mundo; mas se tudo, de uma vez, começa a dar errado...
acarajé.

domingo, agosto 29

"No intervalo..."

Ai, essa vida...
A vida apronta cada uma viu!!! Muito de repente acontecem tantas coisas, tudo muda de lugar, de forma, de sentido... De repente você se sente como se tivesse levado um forte empurrão e, cambaleando, caiu num cenário totalmente estranho onde tudo já está armado e um público, atento, esperando a sua atuação. Você se sente perdido, desconfortável, com medo, muito medo, mas não dá tempo pra pensar. A situação exige de você ATITUDES.
De repente você se vê fazendo coisas que nunca imaginou ser capaz; vendo, ouvindo, respirando, vivendo momentos que... nossa... você tem certeza que não é você; aquela pessoa do momento do empurrão.
A vida faz cada uma... Mas li um dia desses uma coisa que me confortou:
"O sofrimento é o intervalo entre duas felicidades".
Quero acreditar que estou no intervalo.
Estou esperando as felicidades...

quarta-feira, agosto 25

Pés Cansados

Pés cansados, corpo cansado, cabeça cansada... Convido você a concentrar-se nos dois primeiros versos desta letra, a princípio. Depois, pode sentir toda ela. Como me dizem neste momento estes versos...


Fiz mais do que posso
Vi mais do que agüento
E a areia dos meus olhos é a mesma
Que acolheu minhas pegadas
Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.
Eu lutei contra tudo
Eu fugi do que era seguro
Descobri que é possível viver só
Mas num mundo sem verdade.
Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.
Sem medo de te pertencer.
Voltam pra você.
Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.
Meus pés cansados de lutar
Meus pés cansados de fugir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.

Composição: Sandy Leah / Lucas Lima

terça-feira, agosto 10

Autorretrato

Quando eu estava no sexto semestre da graduação a professora de Língua Portuguesa VI sugeriu, como atividade avaliativa, que escrevessemos o nosso autorretrato. Pensei, pensei, pensei de novo e escrevi este texto. Queria ser o mais sincera possível. Acho que consegui!!!


Que sei de mim
que possa expor
à opinião?
Sou tão "em mim"
nem sei se sei
me definir

Além do mais
falar assim
não é legal!
Quem escutar
pode julgar
desnatural...

Dentro de mim
tem um baú
enorme assim!
Lá moram as fadas,
os magos, príncipes
e querubins

Quisera fosse
essa morada
só de primores!
Também tem bruxas,
fantasmas, sapos
mundo de horrores!

Me aterrorizam
enchem de medos,
dúvidas, dores;

pisam minhas flores
tolhem meus galhos
páram meus passos

prendem meu grito
vendam meus olhos
me embaraçam.

Sou labirinto
ás vezes me perco
dentro de mim

"Ses" e "talvezes"
marcam minha estrada
traçam meu fim.

mas não aceito
quem se proponha
me governar

no meu caminho
música e pedra
sempre hei de achar

Conselhos ouço
insultos rasgo
abraço peço

o que não quero,
sei direitinho!
mas o que quero,
é nuvem...
mistério...!

domingo, agosto 8

Duas palavrinhas de Cecília pra dar um tom de encanto a este blog.


"Há pessoas que nos falam e nem as escutamos, há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre."

Cecília Meireles

Canção

Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar


Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.


O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...


Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.


Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.

Cecília Meireles

Memória

Esse poeminha de Drummond pra recordar coisas passadas... Muito bom!!!

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.
Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, julho 9

Por detrás daquelas nuvens

Quando escrevi estes versos, estava mergulhada em nuvens escuras. Eu os escrevi porque queria acreditar que elas passariam...e passaram. As vezes a gente nem se dá conta do ir e vir das coisas na nossa vida. Não percebemos o quanto crescemos, o quanto superamos, o quanto mudamos. Quero dizer mais uma vez pra mim... por detràs daquelas nuvens... sei...

Por detrás daquelas nuvens,
sei
existe um céu azul
para além do que possa alcançar
a visão
a razão

Fé: certeza das coisas in-postas
por detrás daquelas nuvens
há

ah, mas não se verá
antes que se desfaçam em
tempestade: agonia dos sonhos

suspensão do riso
silenciar do canto
apagar do brilho dos olhos

Mas passarão
pois por detrás daquelas nuvens,
sei,
existe um céu
tranqüilo
pacífico
sereno
azul