Amanhã, dia 31, seria o 67º aniversário de minha mãe. E no último dia 26 foi o 21º mês de sua partida.
A assimilação da ausência é um processo interminável. Acontece a cada manhã, após acordar de um sonho em que ela estava presente; ao olhar para o calendário e perceber que se aproximam datas queridas; ao precisar de um coração para escutar meus "ais" e meus cânticos.
A assimilação da ausência se dá aos pedaços. Um pouquinho a cada amanhecer. Com gotas de realce a cada anoitecer.
Mas como é presente essa ausência... Em muitos momentos parece que o ser dela se fundiu ao meu, e agora vivemos uma alma unida, una.
Como recordo do seu modo de ver, de julgar, de sentir e de pensar. Como me vejo retratando, refazendo, revivendo seus traços...
Como está viva... de dia e de noite, no sono e na vigília.
Tão dentro de mim... tão longe daqui...
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