Se fez silêncio, e o menino chora lá dentro. Não há ouvidos que o escutem, nem olhos que o vejam. Na casa escura, bem fechada, nada dá indícios da presença de um pobre menino solitário, todo machucado, que, quando consegue recobrar alguma força, geme de temor.
Quem o libertará? quem saberá o que se passa em recinto fechado, distante de todos os demais recantos?
o silêncio de fora faz o menino contorcer de dor. Não há pés que o procurem nem mãos que o encontrem, tudo é deserto.
Não se sabe por quanto tempo, mas... enquanto se fizer silêncio, ficará o menino lá, solitário, a gritar de pavor.
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